Avaliação da associação entre autoestima e função sexual de estudantes universitárias
Resumo
Pesquisas apontam que a baixa autoestima influencia no desenvolvimento da sexualidade, principalmente entre as mulheres. Sentimentos de inferioridade, alterações físicas e hormonais, dentre outros, podem afetar às mulheres e diminuir a satisfação sexual. Frente ao exposto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre a autoestima e satisfação sexual de estudantes universitárias de graduação em Enfermagem de uma instituição privada de ensino superior do Distrito Federal. Tratou-se de uma estudo descritivo, transversal, quantitativo, por meio da aplicação de três instrumentos: Questionário com variáveis sociodemográficas, acadêmicas e afetivas; Escala de Autoestima de Rosenberg e; Quociente Sexual Versão Feminina – QS-F. Como critérios de inclusão: mulheres acima de 18 anos; estudantes de Enfermagem regularmente matriculadas na instituição; assinarem o Termo de Consentimento Livre Esclarecido e; responderem os questionários em sua totalidade. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 7.317.949. Participaram da pesquisa 148 mulheres, com maioria entre 18 e 20 anos (31,9%), heterossexuais (85,4%), autodeclaradas brancas (53,5%), solteiras (79,9%), católicas (45,8%) e estudantes do turno matutino (63,9%). A Escala de Autoestima de Rosenberg apontou que a maioria das entrevistadas se sente pessoas de valor (48%), que possui boas qualidades (54%), capaz de fazer coisas tão bem quanto a maioria (53%), tem atitude positiva em relação a si mesma (55%) e, no conjunto, sentem-se satisfeitas consigo mesmas (55%). Contudo, 47% das entrevistadas pensam que são um fracasso, 37% não têm muito em o que se orgulhar, 45% gostariam de ter mais respeito por si próprias, 51% por vezes se sentem inútil e 26% concordam que, às vezes, não prestam para nada. O QS-F revelou que a satisfação das entrevistadas está entre regular a bom, conforme o QS-F. Em relação ao desejo e interesse sexual, pensar em sexto não tem sido uma constante (22%); o interesse em sexo tem sido suficiente manter suas relações sexuais (44,9%) e; conseguem se envolver durante as relações sexuais sem se distraírem (44,1%). Em relação às preliminares, a maioria afirmou que as preliminares estimulam a continuar a relação sexual (64,6%). Já em relação à excitação e sintonia com o parceiro, verificou-se que costumam ficar lubrificadas durante a relação sexual (45,6%) e, à medida que aumenta a excitação do parceiro, elas se sentem mais estimuladas na relação sexual (55,1%). Ao abordar sobre o conforto nas relações sexuais, a maioria afirmou que há um relaxamento da vagina durante as relações (49,6%) e não sentem dor durante a relação sexual (42,5%). Por fim, 43,3% das entrevistadas conseguem chegar ao orgasmo e 47,2% têm tido mais vontade de se relacionar sexualmente outras vezes. Percebeu-se, claramente, que existe uma correlação direta entre autoestima e função sexual da mulher. Quanto maior a autoestima, melhor a realização sexual. Sugere-se novas pesquisas a fim de traçar novas estratégias voltadas à melhora da autoestima das estudantes e a criação de projetos voltados à essa temática.
Palavras-chave
Sexualidade; Saúde da Mulher; Autoimagem; Saúde Mental; Enfermagem.
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PDFDOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10829
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