Didrogesterona para suporte da fase lútea em reprodução assistida: revisão sistemática
Resumo
O suporte da fase lútea é uma etapa essencial nos ciclos de reprodução assistida, devido
à potencial supressão da produção endógena de progesterona causada pelo bloqueio
hipofisário durante a estimulação ovariana controlada. A didrogesterona, uma
retroprogesterona sintética, tem sido investigada como molécula promissora para o
suporte da fase lútea, por apresentar melhor tolerabilidade e conveniência, em razão
da administração oral. Este estudo teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão
sistemática da literatura, a eficácia, segurança e aceitabilidade da didrogesterona oral
para o suporte da fase lútea em protocolos terapêuticos para técnicas de reprodução
assistida. A pesquisa foi realizada de acordo com o Preferred Reporting Items for
Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) Statement. Foram 23 incluídos ensaios
clínicos randomizados, estudos observacionais e metanálises, cujos desfechos incluíram
taxas de gravidez clínica, gestação em andamento, nascidos vivos, efeitos adversos e
satisfação da paciente. Os dados foram extraídos e sintetizados usando as diretrizes
Synthesis Without Meta-analysis. A qualidade dos artigos selecionados foi avaliada de
acordo com o Centro de Oxford para Medicina Baseada em Evidências, em 2009. A
maioria dos estudos demonstrou que a didrogesterona oral apresenta eficácia clínica
semelhante à da progesterona vaginal micronizada, com resultados comparáveis nas
taxas de gravidez e desfechos obstétricos. Além disso, diversos estudos relataram maior
aceitação da via oral, com menos efeitos adversos locais e melhor tolerabilidade.
Conclui-se que a didrogesterona oral é uma alternativa eficaz e segura para o suporte
da fase lútea em reprodução assistida, especialmente para mulheres que priorizam
conforto e adesão ao tratamento.
Palavras-chave
Texto completo:
PDFDOI: https://doi.org/10.5102/pic.n0.0.10871
Apontamentos
- Não há apontamentos.
